4 desafios da gestão de rede de lojas e como superá-los

Bom gestor é o profissional que consegue maximizar oportunidades, minimizar riscos e potencializar os ganhos da empresa. Para ter chances de cumprir esses desafios, é necessário, contudo, manter toda a operação diária da organização em pleno funcionamento.

Esse desafio é muito maior quando não se trata de somente um estabelecimento. É por isso que a gestão de rede de lojas é tão complicada. Manter várias unidades de negócio em perfeita padronização e com resultados que ajudem a empresa a prosseguir em um caminho sólido e sustentável faz parte.

Entre muitas responsabilidades que devem ser cuidadas com objetividade e profissionalismo, algumas tarefas acabam chamando mais a atenção. Sobre elas, vamos avaliar dificuldades e caminhos que podem ajudar a conduzir todo o negócio para o sucesso.

1. Manter uma boa comunicação e identidade do negócio

A comunicação é muito facilmente afetada pelo contexto onde acontece. Sendo assim, ao trabalhar com lojas em locais diferentes e com pessoas também diferentes, fica evidente que variações acabam ocorrendo.

Nesse ponto, dois aspectos podem ser destacados: o primeiro deles é a falta de percepção de uma linha de trabalho que deveria ser identificada em todas as unidades do negócio.

As soluções indicadas são: dedicar atenção a um desenvolvimento de plano de marketing que foque a comunicação interna e manter peças de publicidade, tanto voltadas para o cliente externo como para os colaboradores, sempre atualizadas.

2. Garantir um atendimento padronizado

Como toda empresa depende de pessoas e como cada colaborador possui uma bagagem diferente, é normal que a forma de trabalhar apresente, inicialmente, algumas variações. O problema é que essas variações podem prejudicar o negócio em determinados aspectos.

A maneira de garantir que o atendimento aos clientes, seja presencial ou por meio do e-commerce, tenha uma padronização adequada ao tipo de negócio é manter um investimento fixo em treinamento e reciclagem. Assim, a padronização conseguirá ter mais chances de ser seguida em todas as lojas.

3. Controlar adequadamente o financeiro

Olhando para as contas da empresa, ao se fazer uma gestão de rede de lojas, o controle financeiro é fundamental a fim de garantir que nenhuma unidade precise carregar nas costas o peso de uma loja deficitária.

Não podendo estar fisicamente em cada endereço da rede, o gestor precisa ter condições de acompanhar com precisão os seus resultados. Para isso, a melhor opção é lançar mão de um bom sistema de gestão. Ele deve ser online de preferência.

4. Ter bom sortimento dos produtos

Saber o que oferecer ao mercado é fundamental no comércio varejista. Tendo muitas opções de fornecedores e linhas de produtos, essa definição pode ajudar a empresa a fidelizar clientes ou afugentá-los.

As melhores formas de manter decisões assertivas sobre os itens que são expostos nas prateleiras é manter olhos atentos ao controle de giro de estoque, avaliando os produtos que têm mais rotatividade e também manter pesquisas de tendências de mercado atualizadas.

Além desses desafios, a gestão de redes de lojas apresenta outras tarefas e responsabilidades que exigem muito preparo e disposição. Se você quer acompanhar melhor as boas práticas de mercado, tendências e metodologias que ajudem na administração do negócio, siga-nos no Facebook e LinkedIn.

Customer centricity: decifrando o consumidor para alavancar as vendas

Poucas frases são tão repetidas no comércio quanto a célebre citação de Harry Gordon Selfridge: “o cliente tem sempre razão”.

Infelizmente, um século depois que o empresário estabeleceu essa regra de ouro que lhe rendeu anos de liderança e lucro — junto a um lugar na história — seu poder ainda é ignorado por muitos, sendo usada, na maioria dos casos, apenas para solucionar insatisfações do consumidor com serviços mal prestados ou produtos defeituosos.

Nas últimas décadas, porém, algumas empresas perceberam o cliente como o fator principal do seu negócio — sem ele, não há comércio! — e decidiram investir pesado em melhorar a experiência de compra e dar a ele o que ele quer, fazendo disso sua principal estratégia de venda.

Surgiu, então, o conceito de customer centricity. Continue conosco para descobrir o que é e como aplicá-lo na sua companhia:

Antes de tudo, o cliente

Então você tem um produto incrível e está pensando novas estratégias de divulgação e venda, certo? Do ponto de vista do customer centricity, errado.

Antes de descobrir o que você oferecerá ou de se preocupar com o que ou como a concorrência está fazendo, foque seus esforços na pessoa que aprova ou não o seu serviço; que define, em última instância, qual empresa é a vencedora: ele, o cliente. E, afinal de contas, o que ele quer?

Dados, dados, dados!

A forma mais simples de descobrir o que o cliente quer é: perguntando para ele! Esteja absolutamente aberto a feedbacks em todas as etapas da sua relação com o consumidor, criando sempre que possível mecanismos que facilitem e incentivem a participação dele.

Talvez ele não esteja disposto a escrever uma lauda sobre sua experiência de consumidor, mas não se importe de avaliar o processo em um ou dois cliques. Para o cliente, segundos. Para você, informações preciosas como o grau de satisfação e os pontos fortes e fracos do seu atendimento.

Para recolher dados mais detalhados, você pode oferecer descontos ou participação em promoções como moeda de troca, por exemplo.

Isso incentivará o consumidor a preencher cadastros ou formulários, dando-lhe noção de perfil social e de compras.

Enquanto faz o seu banco de dados, escolha uma plataforma digital especializada em comércio para armazenar, analisar e compartilhar internamente os resultados. É simples, é inteligente e pode acontecer até em tempo real.

É preciso ter empatia

Nem sempre os clientes serão 100% sinceros. Às vezes, simplesmente não querem compartilhar com você, mas, em outras, não sabem realmente identificar o que foi positivo ou negativo, ficando apenas uma sensação geral. Como agradar, então?

O mystery shopping, ou cliente oculto, tem sido usado por muitos varejistas como uma forma de se colocar no lugar do cliente. Com a dica anterior, você provavelmente já conseguiu traçar um perfil básico das pessoas que frequentam a sua loja: idade, sexo, classe econômica, quanto consomem na loja etc.

Usando disso, procure uma empresa especializada em mystery shopping e faça uma observação de si mesmo pelos olhos do consumidor.

O mystery shopper bem treinado é capaz de avaliar não apenas a sua linha de frente, mas toda a sua experiência do cliente e, até mesmo, a de outras pessoas que estiveram na loja enquanto ele trabalhava. Receber feedback de gargalos, falhas de marketing, vitrine, design interno e disposição dos produtos são parte desse serviço.

Não deixe de avisar a sua equipe sobre a possibilidade de clientes ocultos — e deixe claro para eles quais serão os critérios de atendimento avaliados. Isso os motivará a tratar todo cliente com importância elevada (justamente o seu objetivo) e evitará desconfortos quando for a hora de compartilhar os resultados.

Podemos adicionar a essa estratégia o treinamento e a cultura da empresa direcionados para o customer centricity. Não adianta que apenas você saiba que o cliente é o seu foco. Deixe todos a par e coloque instruções claras para as equipes de criação, de marketing e de atendimento, para que a ideia não se esvazie pelo caminho.

Relações duradouras

Por mais que atrair novos clientes seja ótimo para uma empresa, a estabilidade e a maior parte do montante de vendas tende a estar nos fidelizados. Todo ano uma empresa perde clientes, que migram para a concorrência ou deixam de consumir aquele tipo de produto.

Em vez de se desesperar e procurar compensar com investimentos em clientes novatos, que tal parar um pouco e refletir: por que eles se foram?

Reveja feedbacks, descubra o que mudou e, se possível, entre em contato — de uma forma agradável e convidativa, claro. Concentre seus esforços em reter os clientes que você já tem. O investimento é muito menor e o retorno já é até visível.

Uma empresa que sabe agradar os clientes de longo prazo tem mais chances de fidelizar aqueles que entram em contato pela primeira vez.

Personalização e Inovação

Aqui temos o “pulo do gato”: se você já conhece o seu cliente e sabe o que ele espera de você, pode começar a prever o que ele gostaria, mas que ainda não sabe disso porque nunca teve — ou porque ainda não existe!

Foque nas qualidades do seu produto e serviço que mais agradam aos seus clientes e procure formas ainda melhores de alcançar esse resultado. Pense na Apple e em todo o alvoroço do lançamento de um novo iPhone, com estoques esgotados no dia do lançamento.

O maior apelo é a novidade — as funcionalidades que nunca se teve, mas que, subitamente, parecem imprescindíveis.

Designs inteligentes, atendimento diferenciado, serviço e marketing personalizado, durabilidade e garantia estendidas são aspectos comerciais que não param de crescer e se transformar. Não fique para trás!

Internet e customer service

Qual é a primeira impressão que o cliente tem do seu negócio? É muito possível, nos dias atuais, que ela seja virtual. Você está preparado para isso? A experiência online do seu cliente é prazerosa? Seu site e suas mídias sociais são fáceis de encontrar, de navegar e tem um design e estética que contribuem para a sua marca?

Se a resposta para todas essas perguntas for sim, você está em um bom caminho. Falta ainda saber: como é a sua responsividade nos meios de comunicação? Seja por chat, e-mail ou telefone, o cliente não quer esperar. Isso pode ser a diferença entre fazer ou não uma venda.

Tenha uma equipe bem preparada e grande o suficiente para dar conta da sua demanda de customer service da forma mais instantânea possível. Algumas empresas respondem em minutos, o que, em geral, agrada e surpreende.

Outras demoram mais que 48 horas, o que, em termos de satisfação do consumidor, é quase o mesmo que não responder — esse é um modo eficiente de garantir que novos clientes deixem de comprar e os antigos sejam perdidos, mas não é o nosso objetivo.

Voltando à questão da fidelização, é imprescindível a excelência do customer service no pós-venda, especialmente em caso de insatisfação do cliente. É impossível impedir que, de vez em quando, algo saia errado.

Conclusão

Aproveite para impressionar o seu cliente, mostrando que ele é importante para além do momento da compra: responda com eficiência propondo soluções rápidas e, se possível, acima das expectativas iniciais dele. Em vez de ser difamado nas redes sociais, você pode ser até elogiado por ele.

Como você pode ver, customer centricity não é apenas uma ideia vazia ou um lema para se pregar na parede. Exige esforço, planejamento e investimento. Por outro lado, é por meio dele que as gigantes do mercado, como Amazon e Zappos, têm mantido suas taxas de crescimento ano após ano. Não tem como dizer que não vale a pena.

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Como o empreendedorismo interno pode ser um agente de transformação?

Além de manter a operação diária funcionando de maneira organizada e rentável, um bom gestor tem a preocupação constante de conseguir ajudar a empresa a gerar mais e melhores oportunidades de negócios.

Aumentar o faturamento, preferencialmente de uma forma mais estratégica, é uma meta a ser perseguida sempre e, para conseguir alcançá-la, existe uma forma muito consistente que pode ser explorada em toda empresa: o empreendedorismo interno.

O que é empreendedorismo interno

Podendo também ser chamado de intraempreendedorismo, ou ainda de empreendedorismo corporativo, o empreendedorismo interno é um conjunto de ações, uma política empresarial, que tem como principal objetivo incentivar colaboradores a pensarem na empresa em que trabalham com uma visão de dono.

Buscando um aumento de produtividade, mais engajamento com o negócio e o desenvolvimento de novas oportunidades, o empreendedorismo interno oferece um maior grau de autonomia para que o funcionário tente desenvolver a rentabilidade da empresa por meio da implementação de melhorias ou mesmo de novas frentes de negócios.

Por ter uma característica mais generalista, o empreendedorismo interno pode ser desenvolvido e fomentado em empresas de todo porte e área de atuação. Assim, novas soluções e aprimoramento de processos podem ser verificados desde o marketing até o financeiro.

Qual a importância do empreendedorismo interno para a organização

Além dos benefícios anteriormente citados, existem outras vantagens que podem ser destacadas nesta nova modalidade estratégica de gestão.

Uma destas vantagens é o incentivo à iniciativa. Colaboradores que estejam já acostumados com a rotina do trabalho, em geral não têm um bom nível de energia para conseguir agregar mais valor ao seu próprio trabalho. Com o empreendedorismo interno, esta realidade tende a mudar.

Outro ponto a ser destacado é a melhoria da autoconfiança, pois o funcionário sente-se mais inspirado a desenvolver o seu potencial de maneira a conseguir superar seus próprios limites.

Aumento da eficiência na operação da empresa. Naturalmente, as ideias de melhoria devem ter uma aplicabilidade real e quando elas partem de equipes que já estão dentro do negócio, é mais fácil ter um bom nível de sucesso na implementação, pois o conhecimento operacional já está bem dominado.

Reforço do engajamento entre os times internos e as metas da empresa. Ao buscar desenvolver novos serviços, produtos e processos, os colaboradores tendem a se inteirar mais sobre como a empresa funciona e também acabam discutindo assuntos estratégicos, o que é ótimo tanto para produtividade como para a rentabilidade.

Como desenvolver o empreendedorismo interno dentro da empresa

Quando se percebe, verdadeiramente, que o empreendedorismo interno pode beneficiar tanto as equipes quanto a empresa, surge a dúvida de como implementá-lo. Para conseguir fazer esta implementação, deve-se buscar:

  • proporcionar maior autonomia aos colaboradores;

  • incentivar o pensamento de dono do negócio;

  • estabelecer uma política de resultados;

  • definir metas desafiadoras, mas também alcançáveis;

  • disponibilizar acesso a informações relevantes a respeito do negócio;

  • trabalhar as lideranças;

  • valorizar a proatividade e a criatividade.

Seguindo essas dicas, será muito mais fácil ajudar a sua empresa a desenvolver melhor o negócio, reinventar-se e, também, aproveitar oportunidades que possam estar escondidas.

Como o empreendedorismo interno tem uma relação muito direta com o desenvolvimento e inovação, aproveite para ler o conteúdo que preparamos sobre dicas de inovação no varejo!

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As 4 principais métricas de marketing para ficar de olho

O desenvolvimento de campanhas de marketing faz toda a diferença no rendimento de um negócio. Afinal, são elas que atuam para atrair mais clientes e consolidar a empresa no mercado.

Porém, você ainda precisa ter alguns critérios para determinar se suas ações tiveram resultados ou não. Para isso, são adotadas certas métricas de marketing. Tenha em mente que se você não consegue medir, não pode melhorar.

Graças aos recursos da era digital, é possível acompanhar praticamente qualquer variável, incluindo as mais banais. Mas, como a grande maioria delas não é relevante para sua tomada de decisão, o ideal é que você escolha alguns indicadores-chave para medir seu desempenho e melhorar seus resultados.

Para te ajudar com esta tarefa, trouxemos aqui 4 das principais métricas de marketing que você deveria acompanhar. Confira:

1. Custo de Aquisição por Cliente (CAC)

Abreviado como CAC, este indicador representa o quanto você investiu para obter cada cliente. Por exemplo, se uma campanha custou R$100,00 para o seu negócio e você obteve um total de 10 vendas como resultado dela, seu CAC neste período foi de R$10,00. Em geral, quanto menor for esse custo, melhor.

Essa métrica é muito útil ao ser comparada com as vendas. Se o custo de aquisição por cliente for superior ao valor deixado pelo cliente durante as compras, então sua campanha sofreu um prejuízo, você precisa analisar seus dados novamente e reavaliar seus meios de divulgação.

2. Retorno Sobre Investimento (ROI)

Do inglês “Return Over Investment”, ou ROI, essa é uma das métricas de marketing mais fundamentais. Como o nome indica, ela fala da quantidade de lucro obtido com base naquele investimento específico.

Por exemplo: antes de começar uma campanha, seu lucro médio era de R$200,00. Então, foi feito um investimento em marketing de R$100,00, que fez os lucros aumentarem em R$300,00. Subtraindo o valor investido, seu ROI aqui será de R$200,00. Já que o resultado foi positivo, o melhor a fazer é reforçar esse investimento.

3. Taxa de Conversão

A preocupação do seu negócio não deve ser estar em todos os lugares, mas sim onde ela é mais relevante. Uma forma de identificar isso é por meio da sua taxa de conversão, que é, basicamente, a porcentagem de leads que fecham negócio com a empresa a cada mês.

Se esta taxa for alta, significa que você está aproveitando melhor seu investimento em marketing. Em geral, esta métrica anda lado a lado com o CAC, pois, ao obter mais clientes em uma mesma campanha, você também reduz o custo individual.

4. Ticket Médio

Esta é uma das métricas de marketing mais simples, mas com maior relevância. O ticket médio é o valor que normalmente é recebido por venda dentro da sua empresa, sendo a base esperada para qualquer cliente.

Investimentos para aumentar esse indicador são muito úteis. Em vez de apenas adquirir novos clientes, você passa a aproveitar melhor a sua base atual.

Agora que você conhece algumas das principais métricas de marketing, é hora de acompanhar o desempenho da sua campanha. Tem mais alguma dúvida? Então deixe um comentário com sua pergunta e logo responderemos!

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4 dicas indispensáveis para lidar com clientes inadimplentes

Os resultados de uma empresa não estão somente ligados ao volume de vendas. Embora o faturamento seja um indicador muito importante de ser acompanhado e sempre estimulado, é preciso também cuidar do efetivo recebimento dos valores devidos.

De nada adianta ter uma expressiva quantidade de vendas, se a inadimplência também é alta e acaba corroendo o resultado líquido da organização.

Para conseguir manter a boa rentabilidade das operações diárias da empresa, é necessário ter um controle eficiente dos clientes inadimplentes. Neste sentido, algumas atitudes podem e devem ser consideradas.

1. Ter um bom cadastro de clientes

O primeiro passo para conseguir controlar a inadimplência de um negócio é ter um cadastro de clientes bem-feito. Sem saber exatamente quem é o seu cliente e como chegar até ele, a sua empresa acabará tendo que arcar com a inadimplência.

Por isso, se o negócio está passando por problemas dessa natureza, confira como anda a situação do cadastro dos seus compradores. Ele precisa estar o mais completo e atualizado possível. Nesta hora, contar com um sistema de gestão interligado ajuda bastante.

2. Criar políticas de cobrança

Uma vez constatado o problema da inadimplência, é hora de tomar providências. Criar uma política de atuação para lidar com o assunto ativamente faz parte do plano de ações e é algo que merece bastante atenção.

Pode-se avaliar a criação de uma equipe para realizar as cobranças ou, se for o caso, contratar uma empresa que tenha mais expertise no assunto. Adotar um sistema de notificações automáticas também é uma boa ideia para manter os clientes inadimplentes cientes sobre a situação.

Outro ponto importante é definir qual deve ser a linha das negociações para a recuperação do crédito. Descontos para a quitação integral, tempo de parcelamento, inclusão do nome dos devedores em serviços de proteção ao crédito, entre outros.

3. Premiar bons pagadores

A adoção de ações que possam premiar bons pagadores ajuda também na mitigação da inadimplência do negócio.

Pode-se fazer isso por meio de descontos para pagamentos à vista, acumulação de pontos em programas de vantagens ou ainda concedendo créditos para compras futuras, utilizando cartões de marca própria.

Assim, ao mesmo tempo em que se consegue diminuir a inadimplência, pode-se também trabalhar o marketing da empresa.

4. Prevenir a inadimplência

Melhor do que ter que precisar corrigir o percentual de inadimplência de um negócio, é trabalhar para evitá-lo.

Sendo assim, ter atitudes que possam prevenir a inadimplência é um hábito bastante saudável em todas as empresas. Para conseguir fazer isso, o ideal é que sejam adotadas algumas práticas, como diminuir ou eliminar a aceitação de cheques na hora do pagamento e conceder descontos atraentes para pagamentos à vista.

Quanto ao parcelamento de compras no cartão de crédito, deve considerar, além das taxas do cartão, o nível de inadimplência da modalidade.

Refletindo sobre todos estes pontos, vai ficar mais fácil conseguir reduzir os problemas com clientes inadimplentes na sua empresa.

Aproveite o momento para também conferir outro conteúdo que preparamos para te ajudar na sua gestão financeira: 5 melhores práticas para realizar uma conciliação financeira!

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Vendendo experiência: conheça o marketing da experiência do cliente

Vender produtos é uma atividade comum no varejo. O que não faltam são opções de produtos e serviços. Mas se diversas lojas vendem as mesmas coisas, como se destacar no mercado? A resposta está na experiência do cliente.

Hoje, mais do que nunca, se você for apenas mais um no mercado, está abrindo espaço para a concorrência. O básico não é o suficiente, é preciso se destacar dos demais. Por isso é importante que você venda experiência.

Quer saber como funciona esse processo e conferir algumas dicas? Continue lendo o artigo de hoje.

O processo de venda de experiência

A venda de experiência envolve todos os detalhes do comércio, coisas que vão muito além do produto. Em uma loja física, por exemplo, a experiência do cliente vai desde o momento que ele avistou sua empresa até o pós-venda.

Ao entrar em uma loja, o cliente observa o design, música ambiente, clima, atendimento, entre outros fatores. Mesmo que ele não o faça de forma consciente, todos esses detalhes contam pontos.

Veja alguns exemplos

Um exemplo de rede varejista que foca na experiência dos clientes é a Decathlon. Essa rede de artigos esportivos permite que os clientes usufruam dos produtos em seus estabelecimentos, como jogar tênis de mesa. Você não precisa nem efetuar a compra, se quiser ir lá apenas para jogar uma partida, não há problema algum.

Para muitos, essa atitude era impensável, pois o produto vai se desgastando. Porém, a marca acabou conquistando a simpatia de muitos consumidores por proporcionar essa experiência.

O gamification também é uma excelente forma para melhorar a experiência do cliente. Nessa estratégia, a empresa promove uma ação para interagir com seu público. Geralmente, são criadas tarefas para os consumidores cumprirem e ganharem recompensas. Essas ações costumam gerar bastante engajamento.

Facilitar a vida dos clientes é outra boa prática que as empresas devem adotar. Os cartões pré-pagos de jogos, por exemplo, possibilitam que o gamer possa efetuar as compras sem muita burocracia. Como muitos desses jogadores são menores de idade, o benefício se torna maior.

Sem contar os downloads. Esse é um dos grandes feitos que a digitalização proporcionou. O que antes só era possível por meio de lojas físicas ou correios, agora está a um clique de distância.

Dicas para melhorar a experiência do cliente

Invista no atendimento

Apesar de parecer óbvia, essa é uma lição que não é adotada por parte das empresas. Um mau atendimento é a pior experiência que você pode dar ao cliente. Se ele sair insatisfeito, muito provavelmente, nunca mais voltará. Portanto, capacite sua equipe para que isso não ocorra.

Faça pesquisas de satisfação

Os feedbacks dos clientes são importantes para o crescimento da empresa. Além de saber o que precisa ser melhorado, as críticas podem gerar um insight. Essas pesquisas podem ser feitas tanto nas lojas físicas quanto nos sites e redes sociais. O importante é sempre estar monitorando seu público para conhecê-lo melhor.

Se reinvente

Sempre é bom pegar referências dos concorrentes ou empresas de outros setores. Porém, você deve ir mais adiante e oferecer um diferencial. Coloque personalidade em sua empresa, crie experiências que nenhuma outra ainda criou. Para isso, você deve sair da zona de conforto.

Portanto, para o seu negócio ganhar mais destaque e ficar à frente dos concorrentes, invista em vender experiência. Descontos são legais, mas funciona como uma estratégia de curto prazo. Quando você melhora a experiência do cliente, pode estar ganhando fãs para a sua marca.

Quer ajudar mais pessoas a conhecer a importância de vender experiência? Compartilhe este artigo em nas redes sociais!

9 dicas para aumentar o giro de estoque no varejo

O giro de estoque pode ser definido como o tempo que uma mercadoria permanece parada no estoque, levando em consideração a hora em que dá entrada até sua baixa no momento de uma venda — baixo giro representa mercadoria parada, que, por consequência, representa dinheiro parado na empresa.

Para evitar esse tipo de situação, garantir que o capital possa ser bem empregado e o giro de estoque na sua empresa se mantenha em níveis satisfatórios, listamos 9 dicas que poderão auxiliá-lo. Confira a seguir!

1 – Realize ações promocionais

Faça uma avaliação dos itens que têm pouca ou nenhuma saída em seu estoque. Considere a criação de uma ação promocional — as chamadas “queimas de estoque” são uma excelente opção.

Essas estratégias, mesmo que reduzam a margem obtida com a venda dos produtos, ajudam a manter e aumentar giro de estoque, impedindo que alguns itens fiquem parados, se tornem obsoletos ou se deteriorem.

2 – Elabore kits

Além das ações promocionais, outra opção que contribui para aumentar o giro de estoque no varejo é a criação de kits promocionais com itens da mesma categoria ou que se relacionam. Esses kits podem chamar a atenção dos consumidores pela praticidade e também pelo preço.

3 – Redirecione o planejamento

Medidas como a criação de promoções e kits especiais ajudam a liberar o estoque que esteja com baixa rotatividade. Contudo, para que o giro de estoque possa se manter em níveis satisfatórios, é necessário repensar o planejamento.

Nesse sentido, o ideal é integrar os setores de vendas e compras, para que seja possível fazer — da forma mais assertiva possível — um planejamento da demanda e a programação de compras, garantindo que itens com o giro baixo sejam adquiridos em menores quantidades e em menor frequência.

Existem, por sinal, alguns softwares que disponibilizam relatórios completos sobre a entrada e saída de itens, possibilitando melhorias na gestão do estoque.

4 – Faça análises da curva ABC

A curva ABC é uma ferramenta de análise de estoque que aponta a classificação dos itens em termos de giro e faturamento. Itens contidos na classe A são aqueles que têm maior giro e representatividade, os da classe B são intermediários e os da C são aqueles que têm pouco ou nenhum giro — representando um percentual mínimo no valor do faturamento total.

Essa curva é o melhor indicador para se usar na hora de definir a composição do estoque e fazer com que o capital da empresa seja melhor empregado.

5 – Aprimore a comunicação

Como dissemos mais acima, a integração entre as áreas é essencial para que tanto as análises quanto o processo decisório sejam mais assertivos.

A forma mais adequada e prática de estimular essa integração é por meio da comunicação. Tenha em mente que a troca de informações relevantes deve ocorrer de forma fluida, objetiva, clara e em tempo hábil.

6 – Melhore o armazenamento

Para ocorrer giro de estoque no varejo, é essencial que se pense cuidadosamente em melhorias de armazenamento. Com esse tipo de preocupação, os clientes farão menos reclamações e devoluções, pois os produtos estarão sempre bem conservados e acondicionados.

Por outro lado, se houver problemas de giro de estoque, o armazenamento se mostra importantíssimo, uma vez que há produtos em encalhe e mais espaço será necessário para acomodar tudo.

Uma sugestão que podemos dar é relativa à economia de armazenamento de estoque. Busque algum local diferente para ficar com o excedente de estoque e pesquise bem os valores, para que isso represente, de fato, economia para o negócio.

7 – Estabeleça treinamentos

Para que o giro de estoque ocorra, é necessário haver a venda, certo? E você só pode vender aquilo que conhece e acredita. Nesse sentido, é muito relevante investir em treinamentos para toda a equipe de vendas.

Dessa maneira, os colaboradores conhecerão todos os detalhes de cada produto e saberão apresentá-los a contento para os consumidores, o que, certamente, ampliará os índices de venda da marca.

Em contrapartida, se funcionários não têm informação para fornecer ao público, não conseguirão vender e, consequentemente, o giro de estoque não ocorrerá.

Garantindo-se uma autonomia pontual para a equipe de vendedores pode ajudá-los a tomar decisões mais rápido, pois estarão por conta própria.

8 – Use softwares de gestão

Controle é fundamental para que se tenha bons referenciais a respeito do que está ocorrendo com o giro de estoque. Planilhas e outros tipos de controle manual têm eficácia limitada. Então, a recomendação é que você procure lançar mão de um software de gestão de estoque.

Esse tipo de sistema ajudará na intercomunicação de áreas relacionadas às vendas — vendas, compras, promoções e estoque, por exemplo — e passará a ter controle melhor sobre o produto e as atividades relativas ao estoque, bem como à estrutura do negócio, como um todo.

Portanto, o retrabalho estará eliminado. Além de oferecer a chance de as informações estarem bem organizadas e tratadas, o produto precisa apenas de um cadastro único. A partir disso, toda a vida do produto pode ser acompanhada, para melhores resultados.

9 – Dê cartões-presente

Como vimos, promoções são boas alternativas quando pensamos em giro de estoque. Entretanto, a questão não se refere somente a uma baixa de preços, sem critério, mas, sim, em estudar o comportamento do público-alvo e oferecer o que lhe interessa.

Por exemplo, ações estratégicas como oferecer cartões-presente para que o cliente passe a ter um saldo disponível para utilizar como quiser, de maneira livre. Esse tipo de abordagem envolve o consumidor, fazendo-o comprar com você.

Não raro, até adquirindo mais produtos que o valor do cartão-presente. Essa é uma ótima maneira de aumentar a satisfação do consumidor com sua marca.

Como é possível ver, aumentar o giro de estoque depende de liberar os itens que estão parados, mas, também, em grande parte, de planejamento e análise. Logo, é importante que os processos sejam revisados e, caso necessário, que sejam redirecionados, buscando sempre aprimorar os resultados.

Sua empresa vem enfrentando problemas para manter o giro de estoque em níveis satisfatórios? Conhece alguém que também passa por essas dificuldades? Então, compartilhe este conteúdo em suas redes sociais e ajude a todos!

Marketing nas redes sociais: 4 motivos para investir e sair da crise

Mais que qualquer um, os empresários são os que mais sofrem em tempos de crise. Se você é dono de empresa, sabe como o momento econômico atual não está propício para os negócios. Ainda assim, é possível contornar a situação sabendo usar o marketing a favor da sua marca. E um caminho barato e fácil para isso é o marketing nas redes sociais. Elas estão presentes nos computadores, tablets e celulares de praticamente todas as pessoas e, se usadas da forma correta, podem se converter – e muito – em vendas.

A seguir, aprenda 4 dicas de como usar o marketing nas redes sociais para sair da crise e vender mais.

1 – Conheça seu público

Saber quem compra na sua loja ou consome seus serviços é fundamental para atingir o público de forma assertiva. Mapeie o perfil do seu cliente e identifique, antes de mais nada, em que redes sociais ele está presente, que tipo de conteúdo gosta mais, etc. Com uma pesquisa detalhada de sua jornada, você consegue atingi-lo no momento que ele mais estiver inclinado a consumir, seja por meio de um anúncio no Facebook, um post no Twitter ou um vídeo rápido no Snapchat.

2 – Personalize seu conteúdo

Ao investir no marketing nas redes sociais é importante ter em mente que o público só terá interesse no conteúdo da sua empresa nesses meios se ele for interessante, original e que tenha a ver com o cliente. Por isso é tão importante ter feito o mapeamento, assim você consegue customizar seus posts para que tenham a cara da sua marca e, principalmente, a cara do seu cliente. Uma ideia, por exemplo, é fazer posts patrocinados no Facebook apenas para clientes com o nome “Felipe” e incluir na mensagem, uma chamada personalizada do tipo: “Oi Felipe, já pensou em adquirir o produto X?”. Com certeza você chamará a atenção desse grupo específico!

3 – Crie ofertas tentadoras

Em tempos de crise, seu cliente valorizará o produto que tiver o melhor custo-benefício. Assim, as redes sociais são um ótimo espaço para você divulgar as melhores ofertas da sua empresa. Cupons de desconto, especial do dia, concurso cultural — tudo vale para chamar a atenção do cliente e atraí-lo para o consumo. Um exemplo de quem vem usando essa estratégia é a lanchonete de fast food McDonald’s. Por meio de sua página no Facebook, a marca distribui todo mês uma série de cupons de desconto, aumentando as vendas não só dos produtos nos cupons como também de acompanhamentos que os clientes acabam comprando também.

4 – Dê atenção ao cliente

Como o próprio nome já indica, as redes sociais são canais criados para as pessoas se comunicarem. Então, se você inserir sua empresa nesse universo, não deixe de interagir com seus clientes. Não adianta fazer vários posts se você não responde comentários e mensagens que o público te manda. Aproveite o espaço para dar feedback pra eles e também receber retorno sobre suas estratégias. As redes sociais são um ótimo ambiente para receber críticas, elogios e sugestões do seu público, mensurando sua reputação, onde você pode melhorar, etc.

Deu pra entender o quanto de potencial está escondido no marketing nas redes sociais, né? Invista nessa modalidade e veja os resultados em pouco tempo e, o melhor, gastando quase nada. Nas redes sociais, mais vale o tempo que você se dedica criando os posts e interagindo com seu público do que o dinheiro gasto em anúncios.

E sua empresa? Já está nas redes sociais? Que tipo de estratégia você usa nesse meio? Comenta pra gente trocar ideias sobre o assunto!

Como usar a Inteligência Competitiva para melhorar as vendas no varejo?

Há algumas décadas, as fontes de informação competitiva eram limitadas e de difícil acesso. Com a internet e a globalização, elas se multiplicaram infinitamente e não tiveram mais fronteiras físicas para barrar o seu fluxo. Neste novo cenário, surgiu a inteligência competitiva – também conhecida como inteligência de mercado – uma técnica de análise de informações, que permite perceber as dinâmicas do mercado (tendências e movimentos), e estudar o comportamento de clientes e concorrentes, que visa minimizar os riscos empresariais e dar suporte à tomada de decisão.

A inteligência competitiva pode contribuir de forma bastante efetiva para melhorar as vendas no varejo, captando, filtrando e tratando informações relevantes que nortearão melhorias de gestão empresarial. Ficou interessado? Veja como neste post:

Benchmarking eletrônico

Quando a empresa dispõe de um bom software integrado de gestão – que engloba informações sobre estoque, fluxo de caixa, emissão de notas fiscais, etc. – é possível usar a inteligência competitiva para fazer análises de séries históricas de informações sobre o desempenho organizacional de vendas e gestão financeira (controle de inadimplência). Um exemplo de como isso é possível é traçando um comparativo com os dados e indicadores do seu segmento de negócios – disponíveis em entidades como CDL, Serasa e outras – para entender se o seu movimento está seguindo, superando ou ficando aquém do desempenho da concorrência. Com esta informação em mãos, é possível aperfeiçoar os processos internos de controle e vendas.

Agregação de inovações tecnológicas

Com a inteligência competitiva, fica fácil acompanhar as inovações tecnológicas que afetam o varejo, seja para tornar mais segura a concessão de crédito (cartão de crédito pré-pago); agilizar os pagamentos (pagamento via smartphone) e reduzir o volume de trocas de produtos (vale presente), por exemplo. Estas inovações podem e devem ser agregadas aos processos comerciais da sua empresa, para aumentar as vendas, a retenção e a fidelização dos clientes.

Definição das estratégias de vendas e marketing

Aplique a inteligência competitiva no mapeamento das ações da concorrência em relação a campanhas de marketing e promoções de vendas, ampliando o fluxo de pessoas no ponto de venda (PDV). Invista em ações segmentadas, ampliando a oferta de ações promocionais customizadas por loja, período, perfil de cliente, e região geográfica. Há no mercado aplicações via mobile integradas com plataformas transacionais capazes de operacionalizar estas ações promocionais, permitindo a análise mais assertiva de quais campanhas são mais relevantes para seus clientes e capazes de gerar melhores resultados gerando melhor retorno sobre o investimento de marketing (ROM). Essas análises ajudam o varejista a aprimorar a negociação com fornecedores para reduzir custos de aquisição e renovar o mix de produtos ofertados.

Inteligência competitiva e sustentabilidade

Observar o mercado para conhecer a concorrência e os clientes sempre foi primordial no varejo, porém, em muitos casos, esse assunto ainda é tratado como uma tarefa casual e informal — mas lembre-se de que os seus competidores cada vez mais estão aderindo a ferramentas profissionais de inteligência competitiva para garantir a sustentabilidade dos seus negócios.

As informações geradas por intermédio da inteligência competitiva interferem diretamente na gestão estratégica do varejo, ampliando a visão mercadológica e do negócio, identificando oportunidades e ameaças e tornando sua postura proativa. Isso acontece por meio da antevisão de tendências e comportamentos, fazendo com que a empresa esteja sempre à frente da sua concorrência.


Rogério Lima é Diretor de Marketing e Vendas da epay Brasil e escreve sobre tendências para o varejo.

Entenda como o marketing sensorial pode ajudar nas suas vendas

Para quem busca soluções inovadoras para atrair clientes e gerar mais vendas, o marketing sensorial pode cair muito bem. Essa estratégia consiste em explorar os cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar para oferecer uma experiência memorável e diferenciada aos consumidores. É um conceito que abrange técnicas que vão além do marketing tradicional — normalmente focado em conquistar o público pelos olhos e ouvidos.

O foco do marketing sensorial são os pontos de venda, onde o contato entre marca e cliente é mais próximo, além da possibilidade de se trabalhar com todos os sentidos. Aliás, vale destacar que em média 70% das decisões de compra são tomadas no PDV, segundo pesquisa da Nielsen. Logo, oferecer uma experiência marcante para impulsionar as chances de venda é um caminho para os gestores que querem conquistar o consumidor por fatores além de preço, promoção, conveniência, etc.

Continue acompanhando e veja como o marketing sensorial pode ser o ponto de partida para a construção de uma marca forte, que atraia, encante e fidelize mais clientes.

A importância do marketing sensorial

Esse tipo de marketing, quando bem aplicado, é muito eficaz para gerar diferenciação e reforçar o posicionamento da marca no mercado. Isso acontece porque para o consumidor é mais fácil lembrar de uma empresa ou loja que o marcou pelo cheiro, pelo gosto de uma comida, pela música e iluminação ambiente — são sentidos que não costumam ser aguçados de maneira diferente, pois os clientes estão acostumados a um padrão visual e comportamental de compra.

Outro detalhe é o entendimento da influência do espaço físico sobre a decisão de compra dos consumidores. Por exemplo, quando uma mulher entra em uma loja de roupas para adquirir uma blusa, ela sente tudo que o ambiente proporciona. Logo, uma das ideias do marketing sensorial é aproveitar este espaço criar mais valor à compra dessa cliente. Mas como isso ocorre? Entenda no próximo tópico.

A aplicação do marketing sensorial

Como um dos princípios básicos dessa estratégia é diferenciar a marca, o passo inicial é viabilizar a transmissão de valores da empresa para os clientes e otimizar o ponto de venda. Nesse ponto, vale explorar a criatividade e a estrutura para criar uma iluminação personalizada, uma ambientação que varie de acordo com a proposta da marca, inserir móveis para acomodar os clientes, colocar perfumes em lojas, corredores ou produtos ordenados de maneira estratégica, e muitas outras possibilidades para mexer com as percepções do público.

A segunda etapa é analisar os concorrentes e verificar se eles usam alguma estratégia de marketing sensorial. No caso de pizzarias, por exemplo, pouco adiantaria expor no salão o cheiro das pizzas saindo do forno se a maioria dos outros estabelecimentos já utilizam essa fórmula. Você até atingiria o objetivo de aumentar as chances de venda por aguçar um sentido, mas dificilmente sua marca estaria gravada na mente dos consumidores, a não ser que o aroma fosse muito diferente dos demais.

O exemplo da Dunkin’ Donuts

Esse case bem-sucedido foi aplicado na Coreia do Sul. O objetivo da empresa era aumentar o consumo de café nas lojas da empresa na capital Seoul, mercado altamente concorrido, com nomes de peso, como Starbucks. A ação visou estimular a audição e o olfato, e consistiu na aplicação de aromatizadores em ônibus que tinham sistema de rádio. Nos transportes públicos, toda vez que o anúncio da Dunkin’ Donuts tocava, o dispensador disparava um leve aroma de café que conectava o público à marca.

Esse experimento sensorial impactou 350.000 pessoas, aumentou as visitas nas lojas em frente de pontos de ônibus em 16% e as vendas cresceram 29% — veja o vídeo do case.

Para ter sucesso com o marketing sensorial é imprescindível estudar as motivações e as necessidades reais de compra do seu público, além de monitorar as ações da concorrência. A partir dessa análise será possível criar ambientes ou situações que estimulem a lembrança da marca, quando fora do PDV, ou que levem até a conversão e encantamento, quando dentro do ponto de venda.

Percebe como o marketing sensorial valoriza o consumidor como ser humano e reforça os laços de envolvimento dele com as marcas que praticam esse marketing? Vamos continuar esse debate nos comentários. Participe e deixe suas impressões!